Mostrando postagens com marcador Platô de Gizé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Platô de Gizé. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de junho de 2014

Visitando as Pirâmides de Gizé (01° Dia)




O caminho entre o aeroporto do Cairo e a região das pirâmides em Gizé foi percorrido de madrugada. Largas avenidas praticamente vazias e vários estabelecimentos abertos - "The city of Cairo never spleeps". Iriamos ficar na casa do Thomas, apelido do anfitrião Ahmed, dono da residência que fica bem em frente da única das sete maravilhas da antiguidade que ainda resiste ao tempo. Assim que desembarcamos no moderno aeroporto do Cairo lá estava ele a nos esperar com seu chapéu característico. Foi bom tê-lo lá, pois no desembarque o assédio dos taxistas é grande. Então é fácil você acabar pagando um valor absurdo para corridas de táxi que lá, são muito baratas.


Aeroporto Internacional do Cairo - Thomas e Denilson
Ficamos sabendo deste local através de outro brasileiro que esteve por lá e nos indicou no site Mochileiros. Poder se hospedar bem em frente das pirâmides nos deixou bastante ansiosos, afinal seria uma experiência única apreciar de camarote um visual como este. Havíamos conversado bastante com o Thomas antes da viagem pelo facebook e fechado o pagamento de 20 USD referente a estadia com antecedência pelo aplicativo AIRBNB, no qual ele possui um anúncio permanente de aluguel de quartos em sua casa. Logo que chegamos em sua residência, Thomas nos levou direto para o terraço, de onde pudemos ter a primeira visão das três pirâmides. Mesmo de madrugada aquilo nos impressionou muito. Estar lá naquele momento era como ter atingido um grande objetivo, conseguir fazer algo com o qual sempre sonhamos. Ficamos lá por alguns minutos e fomos dormir, afinal foi uma longa viagem de mais de 24 horas, contando com o fuso horário é claro. Nem deu tempo de pegar no sono e logo fomos surpreendidos por um som alto que começou a ser entoado de diversos locais nas redondezas. Similar a um lamento que vinha de todos os lados. Foi muito estranho e diferente para nós. Ficamos apreensivos naquele momento e na manhã seguinte descobrimos que isso é normal em todo o país. A reza é entoada nas mesquitas e ocorre várias vezes durante o dia (e também à noite e de madrugada) para alertar as pessoas que está na hora de fazer a oração. Ás 8 da manhã já estávamos acordados para iniciarmos este grande dia - A visita às Pirâmides de Gizé! O Thomas nos acompanhou e nos passou as primeiras instruções em Gizé... Para ter acesso ao parque das pirâmides pagamos 80 L.E. cada um. O ingresso dá direito a circular por toda a área externa ao redor das pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos; pelas Pirâmides das Rainhas; pelo túmulo da rainha Khentkawes, filha de Miquerinos;  pelas Mastabas, túmulos dos sacerdotes e pessoas do governo e pelo templo da grande Esfinge, a guardiã do Platô de Gizé.
A entrada no Plato de Gizé
Iniciamos o passeio pela Esfinge que fica logo de frente à entrada do parque, um pouco abaixo do nível do solo arenoso, com um pequeno templo ao seu lado construído de blocos de pedra. As pirâmides ficam mais acima. Mesmo cedo o sol já estava muito forte e o calor sufocante do deserto também incomodava um pouco. Logo de cara percebemos como existem vendedores atuando por ali. O Thomas já havia nos alertado para ter cautela com eles, pois são muito insistentes. Pessoas oferecendo passeios de camelo, charretes, cavalos, vendedores de água e refrigerante, vendedores de suvenires. Com a queda do turismo no Egito, praticamente não há para quem vender e eles tentam de todas as formas oferecer seus produtos ou serviços para as poucas pessoas que aparecem por lá. É preciso negociar bem antes de comprar qualquer coisa.

Com Thomas na Grande Esfinge

Vendedores e locadores de passeios de camelos, cavalos, burros e charretes
 (ao fundo a pirâmide de Quéops e o Museu do Barco do Sol) 
Ficamos circulando entre as três pirâmides à pé mesmo. Não aceitamos nenhuma oferta dos vendedores. Tiramos inúmeras fotos, caminhamos muito. Foi cansativo mas valeu a pena. É possível subir apenas alguns degraus nos imensos blocos de pedra. Pode-se entrar na pirâmide de Quéops, a maior do Platô, ao custo de 200 LE. Para entrar na pirâmide de Quéfren paga-se 80 LE. Já para entrar no "Museu do Barco Solar", local onde está exposto um imenso barco de madeira encontrado enterrado ao lado da grande pirâmide, paga-se 60 LE.

Pirâmide de Miquerinos

Pirâmide de Quéfren

Nas ruínas das Mastabas

O Fosso do Barco
 (o barco está em exposição no Museu do Barco do Sol)

Geralmente uma ou mais pirâmides podem estar fechadas aos visitantes para manutenção ou estudos. Os preços dos acessos também podem subir sem prévio aviso. Antes da nossa viagem tínhamos pesquisado o valor da entrada na pirâmide maior, que era de 100 LE. Quando fomos lá o preço tinha dobrado de valor. O acesso aos visitantes, internamente a qualquer uma das três pirâmides é somente por um túnel estreito, que levam à câmaras centrais completamente vazias. Não é permitido filmar ou fotografar internamente.


Entrada da pirâmide de Quéops (200 LE)
Quando não suportamos mais o sol, conversamos na portaria que iríamos sair para almoçar e depois voltaríamos. Talvez pela pouca quantidade de visitantes, o guarda nem se importou. Nas redondezas procuramos por um lugar para almoçar. Há vários pequenos restaurantes e lanchonetes no local, inclusive uma Pizza Hut. Mas curiosos com a movimentação no local optamos por uma pequena lanchonete. Os atendentes só falavam árabe, mas apontamos para o alimento que eles mais estavam vendendo... tranquilo! o rapaz entregou uma porção de um bolinho frito para nós, o "falafel", um dos pratos típicos do Egito. Voltamos para a casa do Thomas para descansar, lá pelas 15 horas voltamos para o parque... Infelizmente já era tarde demais para entrar em uma das pirâmides, pois as visitas ao sítio no inverno encerram às 16 horas e no verão, às 17 horas. À noite, mediante pagamento de nova entrada, é possível assistir ao Show de Luz e Som das Pirâmides. Passeamos e fugimos dos vendedores por mais um tempo... No final da tarde ficamos no terraço da casa do Thomas apreciando o magnífico pôr do sol nas pirâmides.

Fim da tarde no terraço da casa de Thomas com vista para as pirâmides do Platô de Gizé
Ah!já curtiu nossa página no Facebook? 
Curta e fique por dentro dos nossos novos posts! 
Abço, Denilson e Estela
Leia Mais ►

domingo, 27 de abril de 2014

Welcome to Egypt! Informações e dicas para viajar ao Egito


"Welcome to Egypt!" ... Esta foi uma frase que ouvimos muito desde o primeiro dia em que chegamos ao país. A maioria das pessoas esforçam-se para agradar os poucos turistas que se aventuram por lá nesta época. O Egito está se recuperando de um longo período de instabilidades e crise política, que ocasionou uma queda brusca dos visitantes. Assim, quem depende do turismo para sobreviver torce para que as coisas melhorem e os turistas voltem a visitar o país.

Saímos do aeroporto de Guarulhos por volta da 01:30 h da manhã do dia 30/03/2014 com o Boeing 787 da Ethiopian Airlines. A companhia africana possui um voo ligando o Rio de Janeiro, passando por São Paulo até Addis Ababa, na Etiópia. Na metade do caminho o avião fez uma breve parada em Lome, no Togo, litoral oeste da África. Chegamos à Addis Ababa por volta das 21:30 h, horário local (6 horas a mais em relação ao Brasil). No aeroporto da capital etíope já foi possível ter uma noção da cultura árabe e da religião islâmica, seja na maneira das pessoas se vestirem, ou falarem. Tudo era novidade para nós...
Skyshow com rota São Paulo - Lome - Addis Ababa

Após pouco mais de uma hora de espera fizemos nossa conexão rumo ao Cairo. Neste período conhecemos um brasileiro que estava no mesmo voo e também um egípcio que voltava do Brasil e falava português. O brasileiro Clever, assim como nós, também estava indo para o Egito como mochileiro para passar alguns dias. Já o egípcio Ahmed nos ajudou com as primeiras informações do país, dicas de turismo e nos auxiliou a passar pelos procedimentos de entrada no Egito quando desembarcamos.

Chegamos ao Aeroporto Internacional do Cairo por volta da 1:00 h da manhã do dia 31/03/2014 (+5h em relação ao Brasil). Para tirar o visto de entrada no Egito é necessário comprar um selo que é vendido ali mesmo no aeroporto e custa 15,00 USD. Em pouco mais de meia hora já estávamos no saguão de desembarque do aeroporto prontos para começar nossa jornada na terra dos faraós! Nosso contato do hostal já nos aguardava no saguão do aeroporto para nos levar à Gizé, onde ficaríamos no primeiro dia, mas isso contaremos na próxima publicação. Antes disso vamos deixar algumas informações e dicas importantes aos mochileiros que querem se aventurar pelo Egito.


Selo de Entrada (15,00 USD)
Corredor desembarque
Aeroporto Internacional do Cairo
Local para aquisição do selo de entrada ao país
Novos amigos (Clever e Ahmed)
Primeiramente, se você não fala árabe, é necessário ter uma boa noção de inglês para se virar por lá. Todos que trabalham com turismo no Egito falam um pouco de inglês e esta será sua língua oficial para pedir informações, se comunicar nos hotéis, restaurantes e pontos turísticos. Até mesmo para entrar no país ou passar por qualquer fronteira na região as autoridades farão perguntas em inglês, que você deverá responder naturalmente ou pode ter alguma dificuldade para prosseguir. Não precisa ser nenhum fluente na língua, basta conhecer as principais palavras e expressões, que eles vão te entender.

É necessário respeitar os costumes locais e se vestir de forma adequada. Para as mulheres, cobrir bem o corpo e não usar roupas muito justas. Usar sempre calça comprida, camisa que cubra bem os ombros e que não tenha decote. A maioria das mulheres egípcias se vestem assim, acrescentando-se apenas um lenço para cobrir o cabelo. Para as estrangeiras não é necessário usar lenço, mas é uma boa alternativa para não chamar muito a atenção e se proteger do sol. Para os homens nada de bermudas, use sempre calça comprida e camisa (pode ser manga curta). É claro que se você estiver em uma cidade de praia como Dahab ou Sharm El Sheik os turistas ficarão mais "a vontade". A regra geral é: vista-se comportadamente.

Prepare-se para o grande assédio dos vendedores nos pontos turísticos. Eles são bem insistentes e às vezes vão te tirar do sério. Se você tiver interesse no produto, sempre negocie bastante antes de comprar, pois os preços começam altos e vão baixando se você demonstrar desinteresse. Em regra, eles pedem para que você dê um preço para prosseguir com a negociação. Caso não tenha interesse, nem peça quanto custa, pois você vai ter muito mais trabalho... já esteja preparado para pronunciar "laa, chokran!" ("não, obrigado (a)!", em árabe) e ir se afastando.

De uma forma geral o país é seguro para os turistas quanto a questões de assaltos, roubos e violência. Mesmo à noite, andávamos tranquilamente pelas ruas com a câmera fotográfica pendurada no pescoço e com todo o dinheiro da viagem no bolso, coisa que definitivamente não faríamos no Brasil. 

No Egito, as pessoas gostam bastante de estrangeiros e são bastante receptivos. Nas visitas aos pontos turísticos sempre éramos abordados pelas pessoas para tirarmos fotos com elas. É uma sensação muito boa! Sempre que precisávamos de informações fomos auxiliados, então ficaram alguns amigos por lá...








Por outro lado, é preciso tomar cuidado com algumas malandragens pelas ruas do Cairo. Algumas pessoas abordam os turistas se oferecendo para ajudar, quando na verdade querem te levar para alguma loja de artesanatos ou restaurante para que você consuma neste locais. Sempre desconfie quando uma pessoa se demonstrar muito prestativa nas ruas sem que você tenha solicitado. Principalmente na região do Museu do Cairo e na região do Bazar Khan el-Khalili. 

Sem planejamento uma viajem dessas pode ficar difícil. É necessário definir previamente a rota, pesquisar custos, ter definido os meios de transporte, estabelecer horários de chegadas e partidas em cada cidade e ter pelo menos uma indicação de hospedagem em cada lugar.

No mês de abril, quando fomos pra lá, era primavera. Durante o dia, sempre bem quente e o sol muito forte. Em qualquer época do ano é indispensável um bom protetor solar, chapéu e óculos escuros. À noite esfria bastante, então leve também uma blusa.

Outro item indispensável é uma lanterna, sim lanterna. No Cairo existe uma espécie de rodízio em que eles cortam a luz por uma hora alternadamente em cada bairro. Na primeira noite pegamos este apagão em Gizá. A lanterna foi muito importante nesta hora.

Uma grande preocupação nossa era quanto aos protestos e confrontos entre a população e as forças de segurança que ocorreram intensamente no passado. Conforme acompanhávamos nos noticiários, estes protestos ainda aconteciam atualmente, porém de maneira bem mais esporádica. Além disso, mais recentemente as notícias de ataques terroristas contra o exército, com bombas que explodiam perto das bases militares também nos deixavam um pouco apreensivos. Felizmente não presenciamos nada disso por lá. Viajamos pelo país todo, inclusive na região do Sinai e não vimos nada relacionado. Na verdade o exército está bem atuante, eles ficam posicionados ao longo das rodovias fiscalizando veículos e pessoas e também nas principais ruas das cidades, protegendo os prédios públicos. Em frente ao museu do Cairo existe uma grande concentração de veículos militares prontos para agirem caso necessário. Bem ali na frente do museu, na praça Tahrir foi onde ocorreram os grandes confrontos que resultaram na morte de centenas de manifestantes desde 2011.




Por último, lembre-se que você está em um outro país, que possui uma cultura diferente da nossa, outros costumes, tradições, religião, comidas, etc... Viajar de forma autônoma no Egito é uma boa maneira de imergir nesta cultura e poder vivenciar tudo isso!

Welcome to Egypt!

Leia Mais ►